domingo, 1 de janeiro de 2017

TRUMP FLERTA COM RÚSSIA E BLEFA COM CHINA

O RECÉM ELEITO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS - DONALD TRUMP - ESTÁ BLEFANDO QUANDO DIZ QUE CHINA É INIMIGA PORQUE ROUBA POSTOS DE TRABALHO NOS E.U.A.
E SEU FLERTE COM A RÚSSIA PODE SER SÓ ENCENAÇÃO.  NOS DOIS CASOS ESTÁ APENAS JOGANDO PARA PLATÉIA, NINGUÉM REALMENTE SABE A QUE VEIO.

Trump ganhou as eleições com a promessa de devolver empregos e devolver a dignidade ao povo americano.  Então escolheu a China como alvo de suas críticas, porque reúne dois maiores defeitos aos olhos do eleitor americano: ameaça econômica e ameaça bélica.

Como principal rival dos EUA nesses dois aspectos, não havia inimigo melhor para se criticar e ganhar as eleições.  Mas agora as eleições já estão garantidas e o discurso deverá mudar.

A China não é uma ameaça real e Trump sabe disso.  As relações comerciais com a China são extremamente lucrativas, apesar do déficit comercial estimado em US$ 400 bilhões.  O mesmo ocorre no campo bélico: China não ameaça verdadeiramente os EUA.


Lógico, todas críticas de Donald Trump tem um fundo de verdade, mas foram mais eleitoreiras que qualquer outra coisa.

Quando a China envia seus navios carregados de mercadorias que serão distribuídos para o consumo da população americana, recebe em troca apenas números (dados virtuais) na sua contabilidade superavitária.  Só que a China não precisa de mais dólares, sejam eles virtuais ou não, está entupida com trilhões de dólares americanos.  

A "balança comercial" é somente contábil, fosse ela uma balança real com pratos e tudo mais, mostraria que dólares não são bens, não são de fato mercadorias ou algo equivalente, apenas tinta no papel.

Então quem está realmente sendo roubado???   O fluxo dos bens segue em que direção???  Quem está enviando as "coisas materiais" feitas com matéria-prima e mão-de-obra.  E quem está recebendo tudo praticamente de graça.  Quem é o vilão-esperto???

Interessa aos EUA não receber mais os bens manufaturados da China?  Será? 

Ainda que sanções e barreiras alfandegárias contra importações da China possam eventualmente refletir positivamente no aumento de empregos no setor manufatureiro, repercutirá negativamente na economia interna dos EUA em muitas outras áreas. 

Com relação a Guerras (ao aspecto bélico-armamentista dos chineses) é prematuro dizer que existe uma grande ameaça.  Talvez no futuro, um pouco mais a frente, mas não imediatamente.

Quem poderia ameaçar de fato os EUA,  belicamente, não é a China, continua sendo a Rússia.  Esta porém, tem ambições mais importantes no momento, como fortalecer sua economia, por exemplo.   Aliás, fortalecer a economia também é tarefa urgente para os EUA.  

Daí que a Rússia, China e EUA não tem intenção atual imediata de nenhum conflito bélico ou comercial, nenhuma das 3 potências ganharia com isso.  São tempos difíceis para todos o que afasta do cenário qualquer aventura.  

O ato recente de Obama contra Rússia, expulsando diplomatas, foi pensando em azedar as boas relações que começam a se iniciar entre as partes e podem se tornar sucesso na gestão Trump.

Parece que tudo que foi dito em campanha eleitoral por Trump vai derreter totalmente nos próximos meses depois da posse.  

Vamos esperar para ver.

By Mico-Leão
Tollstadius



http://estudeinosaojose.blogspot.com.br/2017/02/trump-was-right-julian-assange-just.html

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