quarta-feira, 12 de julho de 2017

Faca no Pescoço do Trabalhador

Uma faca na mão de uma criança ou na mão de um bandido pode ser extremamente perigosa.  A faca -em si mesmo- não carrega nenhum perigo, pode ser usada, por exemplo para passar manteiga no pão.

Assim são as novas regras trabalhistas, aprovadas no Senado.

No tempo da escravidão, muitos eram os Escravos que viviam razoavelmente bem com seus Senhores.  Mas haviam muitos Escravos, nas mãos de outros Senhores, que sequer podiam dizer que "viviam".

Por mais ingênuos que fossemos, não acreditaríamos nessa Reforma Trabalhista como uma "MODERNIZAÇÃO".  

Não! Sem sombra de dúvidas, não avançamos, trata-se de um retrocesso: um terrível retrocesso, talvez de muitos séculos.  Por certo regredimos ao tempo da escravidão, uma escravidão disfarçada, menos visível a olho nu, mas igual ou pior que aquela de mais de uma centena de anos.

O Brasil, dizem, foi o último país do mundo a abandonar a escravidão.  E agora o primeiro do planeta a retornar com esse sistema arcaico.


SUPREMA PERVERSIDADE 
  • DO STF DE CARMEN LÚCIA
  • DAS RATAZANAS (COXAS)
  • DOS CORRUPTOS SENADORES 
E DO GOLPISTA TEMER.

A PRESIDENTE do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia negou seguimento (julgou inviável) nesta segunda-feira (10) a um mandado de segurança impetrado por senadores da oposição que pretendia suspender a tramitação do projeto de reforma trabalhista por 20 dias.
O MANDADO de segurança foi assinado por 18 senadores 
– a maioria do Partido dos Trabalhadores (PT) - 
que pediam que fossem realizados os cálculos de IMPACTO orçamentário e financeiro provocados pela PERVERSIDADE trabalhista das RATAZANAS.







REFORMA TRABALHISTA SERIA NULA
PORQUE CONTRARIA A LEI ÁUREA DE 1888
E TAMBÉM A CONSTITUIÇÃO DE 1988:
LEI FUNDAMENTAL E SUPREMA DO BRASIL.
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O SENADO NÃO PODERIA APROVAR A REVOGAÇÃO 
DA LEI ÁUREA SEM EXPRESSO CONSENTIMENTO DO STF.
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O SUPREMO CONSENTIU A REVOGAÇÃO DA LEI ÁUREA - E O SENADO APROVOU A VOLTA DA ESCRAVIDÃO,
ATRAVÉS DA "REFORMA TRABALHISTA"
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"Os nazistas mantinham os judeus em fome constante. Assim, os judeus se ocupavam apenas de uma única tarefa durante o dia todo: procurar alimento, sobreviver, matar a fome imediata e urgente.
Não tinham tempo e nem energia para organizar conspirações, rebeliões e planos de fuga. A vida se resumia a uma luta individualista, egoísta e solitária pela mera subsistência.
De modo análogo, a maioria dos brasileiros se ocupa apenas da sobrevivência e da dura conquista do básico: moradia, comida, escola e saúde.
E mesmo os poucos que conseguem manter esse básico (especialmente a classe média) não têm tempo para se preocupar com mais nada: acordam muito cedo, trabalham mais de 8 horas, retornam exaustos, assistem o Jornal Nacional e vão dormir para reiniciar a labuta no dia seguinte.
A vida se resume a uma luta individualista, egoísta e solitária pela manutenção do básico.
E as TVs, os jornais e revistas reforçam e martelam diariamente essa ideologia do individualismo e do trabalho maquinal: pense apenas em você; invista apenas em você; é cada um por si; não reclame, trabalhe; não seja vagabundo, trabalhe até o fim da vida; sempre foi e sempre será assim; com esforço você conseguirá vencer; a meritocracia fará você vencer; os sindicatos não servem pra nada; a política não presta; o coletivismo é um sonho; o socialismo morreu; os empresários vão melhorar sua vida; o capitalismo selvagem e sem grilhões é o futuro. E tudo isso é mostrado ao público através de um lustro acadêmico e profissional.
A propaganda é tão intensa e tão bem feita que poucos conseguem perceber a grande farsa que existe por trás dessa forma de pensar.
Diante desse cenário, a grande maioria dos brasileiros pouco se importa se o país está passando por um golpe de estado, se os direitos humanos já foram pro vinagre, se não existe mais democracia, se a constituição foi rasgada, se existe prisão política, se haverá uma ditadura militar, se os pobres da cracolância estão sendo tratados como lixo.
Para quem a sobrevivência é a única preocupação, essas questões parecem supérfluas, um luxo desnecessário que só se justifica em países ricos. Tudo isso se apresenta como uma névoa de acontecimentos, um falatório confuso, um ruído de fundo na vida cinzenta e maquinal dos trabalhadores.
Querer que essa multidão de autômatos se levante para lutar pela democracia é ser totalmente irrealista, romântico e ingênuo.
A grande massa de trabalhadores sem sindicatos, desorganizados e desinformados, apenas perceberão que algo mudou no país quando forem terceirizados, quando não mais tiverem direito a férias e décimo terceiro, quando a carga de trabalho aumentar e o salário diminuir, quando descobrirem que não irão mais se aposentar.
A grande massa de trabalhadores não aprende pela informação (pois a única informação que possui vem de seus algozes), aprende pela prática do dia-a-dia.
Quando a grande massa de trabalhadores descobrir que tudo mudou, já será tarde demais para mudar." (Professora Alessandra Vieira).
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 Rita De Cassia Colacique estava a sentir-se desolada.
Quando Lula assumiu a presidência em 2003 a Justiça do Trabalho - assim como a maioria do funcionalismo público federal - estava uma lástima. Vínhamos de um período de OITO anos sem reajuste salarial, os benefícios eram irrisórios, além disso, o volume de trabalho era imenso porque os concursos ficaram suspensos por vários anos. Os funcionários mais antigos iam se aposentando e os que ficavam iam se sobrecarregando cada vez mais. Tudo isso sobre o controle do sociólogo FHC.
Lula chegou e não fez nenhuma mágica, não deu nenhum reajuste extravagante, não abriu a porta da alegria tipo Sarney no final dos anos oitenta.
Ele apenas pôs ordem na casa. Novas varas foram criadas, vários concursos foram abertos, o número de funcionários aumentou consideravelmente (pena que o número de processos sempre supera as expectativas). Foram elaborados Planos de Cargos e Salários que, ao longo dos oito anos do governo Lula e dos primeiros quatro anos do governo Dilma, restituíram nosso poder de compra.
Quando Lula deixou o governo, oito anos depois, ganhávamos praticamente o dobro do que quando ele entrou, incluindo os benefícios.
Agora, vejo antigos colegas de trabalho comemorando a condenação do Lula. Certamente não estariam comemorando se a condenação fosse do Aécio, do Serra ou do FHC.
OH, MUNDO CRUEL E BURRO ESTE EM QUE VIVEMOS


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Diálogo pra entender a reforma trabalhista: 
VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!
- Você está demitido.
- Virge santíssima, não brinca assim.
- É sério. Você está demitido.
- Nossa! Mas de uma hora pra outra?
- Sabe como é, a empresa vai passar por uma reestruturação.
- Puxa, eu trabalho há 27 anos aqui, nunca trabalhei em outro lugar.
- Pois é. Chamei o senhor aqui para negociar.
- Negociar o quê?
- Os termos da demissão em comum acordo.
- Como assim? Não tem nada de comum acordo. Estou sendo demitido. E sem justa causa.
- A causa é justa, na verdade. Entenda. É a crise. Mas de fato não podemos caracterizar como justa causa. Uma pena.
- Então não tem o que negociar.
- Sabe o que é? A gente quer contar com o senhor no futuro. Como colaborador, entende?
- Não. Não entendo.
- Seus serviços. O senhor desempenha uma função essencial para os nossos negócios, e não podemos deixá-lo na mão. Acredito que possamos entrar num acordo para terceirizar você assim que a lei permitir.
- E quando vai ser isso?
- Daqui a 18 meses. É o que está na nova lei. Quarentena para migrar de contrato por tempo indeterminado para contrato intermitente.
- Dezoito meses? E como eu vivo até lá?
- Veja bem, tenho certeza que o senhor vai saber se virar. Não faltarão oportunidades.
- Aos 46 anos? Sei...
- Ah, não fala assim. Você está no auge. Não é toda companhia que pode contar com a sua experiência. E você ainda pode pegar um trabalho por produção...
- Produção?
- É, ora. A empresa paga você pelo que você produzir. E você se vira com o resto. Não precisa bater ponto nem nada. Muito mais fácil assim, sem transporte, sem alimentação, sem estação de trabalho... Por até 17 meses.
- Dezessete meses?
- Isso. É a lei. Para não incidirem impostos e para você não sacar o seguro desemprego. Mas isso é outro assunto. Não se preocupe com isso agora.
- Caramba. Estou chocado. Minhas mãos estão até tremendo. Tem o financiamento da casa, a faculdade da Ana, o colégio do Edu.
- Toma um gole d'água. Melhorou?
- Bom, pelo menos vou poder sacar o FGTS até me acertar.
- 80%.
- Como?
- 80% do FGTS. É o que estabelece a nova lei. Se fizermos um acordo, você poderá retirar 80% do FGTS.
- Meu Deus... Ainda bem que tem 40% de multa rescisória.
- 20%.
- Como?
- 20% de multa. É o que diz a nova lei. Se fizermos um acordo, a empresa paga 20% da multa. Sobre 80% do fundo, é claro. É justo. É a metade entre zero e 40%. Todos ganham.
- Todos ganham? Como assim, todos ganham? E se eu não quiser fazer acordo nenhum?
- Aí será mesmo uma pena, porque nunca mais vamos contratar você como PJ.
- Mas esse acordo, vou consultar o sindicato.
- Não adianta.
- Como?
- Não adianta. É o que determina a nova lei. Os acordos individuais entre patrão e empregado valem mais do que as convenções e os acordos coletivos.
- Rapaz... mas a legislação...
- Esquece.
- Como?
- Esquece a legislação. Está na lei. Os acordos entre patrão e empregado valem mais do que a legislação.
- Não é possível! Não foi para isso que eu fui a dezenas de assembléias, não foi para isso que eu me sindicalizei, nem é pra isso que pagamos a contribuição compulsória.
- Acabou.
- O quê?
- A contribuição sindical obrigatória. Não é incrível? Finalmente. Bando de sanguessugas. Repara como essa reforma é boa. Você não vai mais precisar pagar a contribuição sindical. Taí um Congresso Nacional que defende o trabalhador.
(Camilo Vannuchi)

Elvis Rocha

Só dois tipos de pessoas estão   
festejando a deforma trabalhista do MT: 
As ricas e as Burras.
                                              Você é rico?

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